Era uma vez uma moça que gostava de ser ela mesma. Contudo, como tudo na vida, ser sem parecer, para ela, tornava-se difícil. Pavoroso. Excruciante. Doía expressar aquilo que ela sentia. Sempre fora apaixonada por um certo garoto de olhos verdes, mas, como ele insistia em rodear outras paisagens, seu sentimento se retraía, e ser, somente ser, adquiria formas inatingíveis, ao passo que admirá-lo e cobiçá-lo não era mais suficiente: ela precisava tê-lo.
Um dia, não mais que de repente, qualquer força que rege o além, seja ela o que for, decidiu dar-lhe uma chance. Os olhos cor de esmeralda eram seus. Que tal a empreitada de experimentar ser a si mesma, e não a outrem? Ela tentou. E conseguiu. Os olhos não só a entendiam, como tinham o maravilhoso poder de fazê-la sentir-se completa, quer isso fosse obra de magia negra ou candomblé, ou somente resultado do encontro de almas gêmeas. De repente, Daniel não era somente 'Deus é meu Juiz', mas também 'Deus teve compaixão, me ama, e me enviou o meu presente'. Daniel não era somente o protetor daquela alma perdida, mas, muito mais que isso, ele representava o norte que aquela alma perdida procurara outrora em tantas, incontáveis bússolas. Ela o achara. Agora, ela o tinha. Para si, somente si.
De uma hora para outra, não mais que de repente, o mundo lhe parecia nada mais que completo.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
quinta-feira, 4 de junho de 2009
The Distance

Sempre fui adepta do método de 'não pensar para não sofrer'. Assim, esquecia do meu destino, daquilo que me aguardava, enquanto o fatídico dia de enfrentar a realidade não chegava. Aí, quando o tão temido momento se anunciava, cheio de nebulosidade e obscuridade ao seu redor, eu simplesmente não sabia como proceder. Parava. Estagnava. E agora? O que diabos eu faço agora?
Hoje, me deparei com a possibilidade de um destino que em nada me agrada, mesmo que a permanência dele em minha vida nada tenha de definitivo. Falo do meu destino temporário, se é que este existe ou é só criação da minha mente amedrontada. Pela primeira vez em anos, eu senti que era hora de viver a agonia de esperar, de não saber qual o final, a incerteza do que virá, o medo de falhar... E se eu não conseguir?
Quem pensou na frase acima, nunca viveu um amor. É. Nunca viveu mesmo, porque 'não conseguir' não existe no dicionário do coração de quem ama. E não adianta, o diabinho na minha cabeça, insistindo na idéia de que as coisas possuem alguma mínima chance de não darem certo não vai conseguir me convencer, porque quem inventou o medo nunca conheceu o que é amar. E, amando como eu amo, eu espero o tempo que for. Pela nossa casa, pelo nosso quarto, pelos gatinhos, viagens, pelos nossos dias juhtos, pelas dificuldades da vida a dois, pela vida feliz. Um dia, o nosso dia há de chegar, mesmo que eu precise esperar dois anos pra te ver todos os dias, mais uma vez.
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Tensión Nerviosa

Incrível a habilidade que o sábio Almodóvar tem de descrever o universo feminino. Como pode um homem sabê-lo fazer com tamanha maestria? Encontro-me, neste momento, na incansável tentativa de me livrar dos apertos estomacais causados pelos estresses semanais, mil vezes aumentados pela bobagem da semana de provas a que o UNIPÊ insiste em me submeter a cada dois meses. Acho que vou ver um filme... Epa, que tal um do Pedrito?
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
http://i46.photobucket.com/albums/f132/JulioRHCP/incognita/logotipo_interrogacao700x900.jpg
Por que decidi ter um blog?
Como todas as coisas contidas em nossas vidas, nada prescinde de um começo, um início. Ter um blog não é diferente. A vontade é oriunda de tempos remotos, desde quando esta que vos escreve possuía um perfil em um desses sites de publicação de fotos, onde aproveitava para colocar para fora e no papel os pensamentos que as mesmas lhe despertavam. Os textos deixaram de ser publicados quando a moda dos 'photo uploads' se esvaiu, mas nunca deixaram de ser escritos. Sou boa leitora e considero-me uma escritora mediana. Porém, assim como todos os seres humanos, eu preciso desabafar. Então, nada melhor do que dar o pontapé inicial e transformar essa velha vontade em realidade, ainda que esta seja virtual.
Por que decidi ter um blog?
Como todas as coisas contidas em nossas vidas, nada prescinde de um começo, um início. Ter um blog não é diferente. A vontade é oriunda de tempos remotos, desde quando esta que vos escreve possuía um perfil em um desses sites de publicação de fotos, onde aproveitava para colocar para fora e no papel os pensamentos que as mesmas lhe despertavam. Os textos deixaram de ser publicados quando a moda dos 'photo uploads' se esvaiu, mas nunca deixaram de ser escritos. Sou boa leitora e considero-me uma escritora mediana. Porém, assim como todos os seres humanos, eu preciso desabafar. Então, nada melhor do que dar o pontapé inicial e transformar essa velha vontade em realidade, ainda que esta seja virtual.
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