sexta-feira, 17 de julho de 2009

Era uma vez uma moça que gostava de ser ela mesma. Contudo, como tudo na vida, ser sem parecer, para ela, tornava-se difícil. Pavoroso. Excruciante. Doía expressar aquilo que ela sentia. Sempre fora apaixonada por um certo garoto de olhos verdes, mas, como ele insistia em rodear outras paisagens, seu sentimento se retraía, e ser, somente ser, adquiria formas inatingíveis, ao passo que admirá-lo e cobiçá-lo não era mais suficiente: ela precisava tê-lo.

Um dia, não mais que de repente, qualquer força que rege o além, seja ela o que for, decidiu dar-lhe uma chance. Os olhos cor de esmeralda eram seus. Que tal a empreitada de experimentar ser a si mesma, e não a outrem? Ela tentou. E conseguiu. Os olhos não só a entendiam, como tinham o maravilhoso poder de fazê-la sentir-se completa, quer isso fosse obra de magia negra ou candomblé, ou somente resultado do encontro de almas gêmeas. De repente, Daniel não era somente 'Deus é meu Juiz', mas também 'Deus teve compaixão, me ama, e me enviou o meu presente'. Daniel não era somente o protetor daquela alma perdida, mas, muito mais que isso, ele representava o norte que aquela alma perdida procurara outrora em tantas, incontáveis bússolas. Ela o achara. Agora, ela o tinha. Para si, somente si.

De uma hora para outra, não mais que de repente, o mundo lhe parecia nada mais que completo.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

The Distance


Sempre fui adepta do método de 'não pensar para não sofrer'. Assim, esquecia do meu destino, daquilo que me aguardava, enquanto o fatídico dia de enfrentar a realidade não chegava. Aí, quando o tão temido momento se anunciava, cheio de nebulosidade e obscuridade ao seu redor, eu simplesmente não sabia como proceder. Parava. Estagnava. E agora? O que diabos eu faço agora?

Hoje, me deparei com a possibilidade de um destino que em nada me agrada, mesmo que a permanência dele em minha vida nada tenha de definitivo. Falo do meu destino temporário, se é que este existe ou é só criação da minha mente amedrontada. Pela primeira vez em anos, eu senti que era hora de viver a agonia de esperar, de não saber qual o final, a incerteza do que virá, o medo de falhar... E se eu não conseguir?

Quem pensou na frase acima, nunca viveu um amor. É. Nunca viveu mesmo, porque 'não conseguir' não existe no dicionário do coração de quem ama. E não adianta, o diabinho na minha cabeça, insistindo na idéia de que as coisas possuem alguma mínima chance de não darem certo não vai conseguir me convencer, porque quem inventou o medo nunca conheceu o que é amar. E, amando como eu amo, eu espero o tempo que for. Pela nossa casa, pelo nosso quarto, pelos gatinhos, viagens, pelos nossos dias juhtos, pelas dificuldades da vida a dois, pela vida feliz. Um dia, o nosso dia há de chegar, mesmo que eu precise esperar dois anos pra te ver todos os dias, mais uma vez.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Tensión Nerviosa



Incrível a habilidade que o sábio Almodóvar tem de descrever o universo feminino. Como pode um homem sabê-lo fazer com tamanha maestria? Encontro-me, neste momento, na incansável tentativa de me livrar dos apertos estomacais causados pelos estresses semanais, mil vezes aumentados pela bobagem da semana de provas a que o UNIPÊ insiste em me submeter a cada dois meses. Acho que vou ver um filme... Epa, que tal um do Pedrito?

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

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Por que decidi ter um blog?

Como todas as coisas contidas em nossas vidas, nada prescinde de um começo, um início. Ter um blog não é diferente. A vontade é oriunda de tempos remotos, desde quando esta que vos escreve possuía um perfil em um desses sites de publicação de fotos, onde aproveitava para colocar para fora e no papel os pensamentos que as mesmas lhe despertavam. Os textos deixaram de ser publicados quando a moda dos 'photo uploads' se esvaiu, mas nunca deixaram de ser escritos. Sou boa leitora e considero-me uma escritora mediana. Porém, assim como todos os seres humanos, eu preciso desabafar. Então, nada melhor do que dar o pontapé inicial e transformar essa velha vontade em realidade, ainda que esta seja virtual.